Quando eu era miúda quem mandava eram os pais.
Agora é vê-los a fazerem as vontadinhas todas aos filhinhos queridos e 'ai coitadinho, que ele tem que ter o brinquedo xpto e roupa da marca y'.
Acredito que esta geração de crianças nunca terá uma infância tão feliz como as pessoas da minha geração tiveram: brincar na rua com os amigos sem ter horas de voltar para casa (excepto o lanche, esse era sagrado!), e as brincadeiras serem todas ao ar livre.
Agora é ver miúdos de 3/4 anos agarrados ao ipad/tablet a jogar. Se isto continua assim, geração seguinte já deve sair do útero com um tablet na mão!
Resumindo, nasci em má altura, quando era criança mandavam os pais nos filhos, agora é o contrário, então e eu? Quando é que mando?!
*...da Santinha!
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segunda-feira, 17 de março de 2014
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Recordações estúpidas...

Lembro-me de ter os meus 13 aninhos, e andar a ler aqueles revistas do tipo 'Super Pop' ou 'Bravo', mas lembro-me especialmente das edições especiais de verão e das suas rúbricas 'a maior vergonha que já passaste' (pronto acho que o nome da rúbrica era diferente, mas o significado era basicamente este!). Houve duas histórias que me marcaram.
A primeira era a de uma miúda de cerca de 14/15 anos, que num dia de verão, durante as férias, queria ir à piscina com as amigas. A mãe deu o seu consentimento, com a condição de ela levar o irmão mais novo (4/5 anos) com ela. Contrariada assim fez. Estava então ela e o mano pequenino os dois na piscina dos 'bebés'. Quando lhe dá uma vontade súbita de ir ao quarto de banho fazer o dito 'n.º2', ou em inglês 'number 2'. Problema: sempre que tentava tirar o mano da água, ele esperneava e berrava como se o estivessem a raptar. E o Inevitável aconteceu. Então ela agarra no mano e tenta fugir o mais rápido possível da cena do 'crime'. Só que os outros miúdos já estavam aos berros ao ver o 'objecto flutuante não identificado'. E assim a miúda foi parada por um dos 'Nadadores-salvadores' à saída da piscina. Pois infelizmente a prova 'castanha' estava estampada na parte traseira do seu biquini.
Muito mau. Pior que isso ainda, só a segunda história. Para uma próxima!
Muito mau. Pior que isso ainda, só a segunda história. Para uma próxima!
sexta-feira, 16 de março de 2012
Oh Tempo!

Estou no centro do Porto, e dou por mim a relembrar que quando era miúda, vinha com os meus pais e avós ao Porto, uma vez por mês, de comboio. Para mim aquilo era uma viagem comprida para um sítio distante. Parecia que a viagem durava meia dúzia de horas. E eu ficava ansiosa por chegar à 'promised land'. Mas ainda assim, adorava cada minuto que passava. Ia para um sítio que eu achava ser dos mais bonitos, cheio de lojas e de pessoas à minha volta. Era pura magia. O tempo parecia suspender-se enquanto eu entrava com a minha família nas lojas, e eu vinha sempre embora feliz, porque lá me compravam uma pulseira, ou outra bugiganga qualquer.
No entanto, o tempo passa. E esse traiçoeiro decide que é tempo de crescer e ver as coisas de outra maneira. Sou de Gaia, portanto a dita viagem durava 15 minutos. E eu de carro hoje demoro 5 mn a chegar ao Porto. As lojas? Entro lá a correr e é mesmo porque preciso de comprar algo e saio de lá a correr se possível. Magic is gone. Oh, tempo! Volta atrás.
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